Juventude é o estágio de preparação à vida adulta. Isso já é conceitual.
É tempo da decisão e da construção, porque tempo da curiosidade, da aventura, do destemor, da coragem. É ainda o estado de graça entre a criança que se foi (mas não muito) e do adulto que se foi (mas sem pressa alguma).
Da juventude são os passos ousados, os gestos impensados de amor e altruísmo, as defesas eloqüentes das causas (às vezes) perdidas; as rebeldias, mas também as revoluções, as atitudes decisivas, os grandes ideais.
Por causa da juventude, se divulga o saber, se estimula a pesquisa, se criam modas, se inventam músicas, se aprimora a tecnologia. Porque há algo que parece insaciável no coração dos jovens, mas que os pessimistas aproveitaram para chamar de consumismo, de modismo, de comodismo.
E há quem não acredite nos jovens e desconfie do futuro nas mãos deles.
Há quem não foi jovem e logo virou velho e enterrou os sonhos.
Mas há quem tenha cabelos brancos e passo lento, mas a mente aberta, o coração leve e o espírito lépido.
Há de tudo neste mundo de todos, mas seria maravilhoso se os jovens mostrassem às crianças como é bom crescer sem medo de virar adulto e construir a felicidade não só para si, mas também para os outros.
Pois se a juventude é o tempo de aprender a partilhar, a vida adulta é a chegada deste tempo, é a própria partilha, qual colheita de espigas douradas que se transformam em pão.

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